O Projeto “De Raiz”

O Projeto “De Raiz”, criado por Micael Silva. Esta é a história de uma aventura chamada VIDA. Com amor pela natureza e pela forma de a fazer rejuvenescer forte e abundante!

Micael Silva tem 26 anos e passa grande parte da sua vida na Natureza. Formado em Desporto de Natureza e Turismo Ativo, na Escola Superior de Desporto de Rio Maior.
Após algumas experiências e vivências pelo mundo descobriu a Permacultura, em Maio de 2018 deu início ao seu projeto “De Raiz”, um bosque de alimentos.

Após concluir os estudos e ter feito o percurso de uma vida dita normal até então, em 2016 embarcou numa longa jornada de viagem, durante 6 meses pelo sudoeste Asiático.

Aqui pela primeira vez da minha vida senti-me verdadeiramente livre.
Convivendo ao máximo com a cultura de todos os países, andando à boleia e acampando pelo caminho. Senti o que é viver no meio da natureza e em comunhão com ela. Povos com saber e cultura, povos com abundância alimentar, respeitadores e artesões da sua própria necessidade. Um grande exemplo disso foi a Tailândia.

Conclui que a ligação à Terra naturalmente tem efeitos em nós.

“Não há ninguém feliz no mundo, a não ser os seres que gozam livremente de um vasto horizonte” Henry David Threou.

Nós somos o reflexo daquilo que comemos, então como é que confiamos a terceiros a produção da nossa comida? É o primeiro passo para estarmos distantes da terra e não sermos livres.

Produzir o nosso próprio alimento é possivelmente o ato mais revolucionário que podemos fazer!

“De Raiz” O nome que está em constante crescimento, tal como nós. Começando do zero, num solo triste, mal tratado durante muitos anos por mono-cultivos e agro-tóxicos, ou seja, sem vida. Mas com uma linda floresta a sul para o ajudar!

Intervir num terreno bastante degradado a nível de solo não é tarefa fácil mas já se torna mais simples.

Com uma filosofia inicial: “Não vou semear nada, sem antes fazer algo pelo solo.”

Através de um “trator” de galinhas a funcionar, a cada semana tinha mais 1 metro quadrado de canteiro com mais energia.
Semeava e alimentava o solo com matéria orgânica: Palha, madeira, folhas, restos orgânicos.

Ceifando todo o terreno manualmente e carregando toda essa palha para a zona central onde estava a intervir.
Toda a palha disponível serviu para a construção de camas elevadas, criando um desenho de uma Mandala, inspirado na Ásia, uma forma bastante organizada de se cultivar.

As camas elevadas devem-se ao facto de o terreno ser plano e de ser uma baixa ribeirinha, inundando no inverno. Através da elevação permite o cultivo durante todo o ano.

Até ao momento já foram introduzidas e estabelecidas mais de 400 espécies e está uma linda floresta em crescimento!

Regenerar um sistema não é fácil.
A fase inicial foi difícil, muito dura e trabalhosa. O rácio de plantas que sobreviviam nesta fase era 1 em 10. O que tornava esta realidade muito desmotivante.

Todos os erros, todas as experiências foram parte integrante deste processo.

Neste momento sinto que posso fazer a diferença na educação, ensinando com conclusões reais e com muito amor pela natureza.

O caminho faz se caminhando. E o caminho da humanidade está a caminhar na direção oposta ao seu habitat.
Chega de destruição, caminhemos por um trilho mais saudável e feliz onde cuidamos da natureza e fazemos parte integrante dela.

Temos de mudar de paradigmas e ter mentalidade aberta para encontrar soluções.
Permacultura e Agro Floresta enquadram-se na melhor filosofia e práticas a seguir.
A Natureza é tão abundante!

Texto e multimédia: Micael Silva e De Raiz